Hoje me deu um estralo.....trac....estava revendo o meu perfil para o blog e na hora em que eu olha a parte que me pergunta quem sou eu, eu respondo: “ uma pessoa que anda gostando de pedagogia” DEUS DO CÉU!! Não me reconheci, nunca em minha vida, de antes, poderia imaginar que algum dia diria isso, quanto mais, diria que isso faz parte do meu ser. As coisas são realmente estranhas- ponto-de-exclamação-ao-quadrado-e-por-extenso! Desde sempre, para ser exata, eu nunca quis ser professora, quando era pequena e tinhas aqueles caderninhos de enquete que rolavam na classe, é, aqueles pra colocar poeminhas e dizer o nome do menino que a gente paquerava, #ingenuidadetotal, na pergunta sobre o que você não queria ser quando crescer eu coloquei com letra cursiva: professora! E eis o destino, menino malandro, me torna professora. Claro!Tinha que ser tudo aquilo que não queria ser. Seminários da faculdade feitos a duras penas, meu estômago que o diga, mãos geladas e frases esquecidas, realmente ridícula.... ‘tadinha’ de mim. Massssss surge um concurso e todos da classe prestam, não poderia ficar de fora, minha mãe teria um treco. Prestei também, e num é que eu passei....ah “senhorshi” e me chamaram.... é!!! Então tive que sair do meu lar londrinense para poder ser professorinha na capital da província. Primeira semana só com maracujina, nem sabia sobre os Parâmetros Curriculares Nacionais, famosos PCNs, qual era o currículo de cada série. Fui pegando o jeito, mostrando autoridade..rsrs... e assim fui aprendendo o que era ser professora. Ouvir alunos, nem sempre sobre geografia, muito mais sobre a vida deles, receber sorrisos e perceber que o meu público era muito observador, nada de repetir as roupas, cabelo cuidado, unhas feitas, máscaras de cílios eternas, e não! não sou emo! Aprendi que funk das novinhas não tinha nada a ver com a Xuxa -será??- que bonde não é um meio de transporte obsoleto, e que qualquer frase sem sentindo é totalmente sexual- tudo é sexual! “o pente é o pente.....” E fui gostando até certo ponto dessa vida de magistério. O que antes eu odiava, era pedagorréia, pedagordinhas, percebi que ainda continuo achando uma coisa bem idiotinha, masssss, como tudo sempre tem um mas, achei um outro lado da pedagogia, algo que realmente faz sentindo, que realmente podemos aplicar em sala de aula, aprendi que ás vezes o ser-do-educando existe! Que na pedagogia não tem apenas a auto-ajuda de Paulo Freire, tem pessoas que pensam de outra forma, da forma prática e não da forma utópica. Então estou a fazer Pedagogia, o curso, pleno, grande, a arte de cortar papéis. Sou meiga, Freud explica!
quarta-feira, 12 de maio de 2010
terça-feira, 11 de maio de 2010
Sacomoé, fases!
Fases. Tenho passado por fases em todas as fases de minha vida. Sempre me dizem: “isso é uma fase, vai passar!” e realmente passa, porém, passa pra outra fase. Fase de aprender a lidar com mudanças, tenho feito isso desde sempre, mudei de cidade, mudei de escola, quando acostumei, mudei. Senti que era feia, digo sentir, por que de fato senti essa feiúra, isso doía, mas num estava feia, era feia, essa foi a fase de ser feia, fui feia por uns bons doze anos. No meio dessa fase da feiúra, teve a fase de ficar sozinha, de ter solidão, de rejeição, fases péssimas. Mas enfim, passariam, não é? Passei dessa fase, mudei de cidade e de espírito. Acreditei que era bonita e, portanto me tornei bonita, fase de aprender a viver, de ser de fora, de estar dentro, de acostumar à maneira dos outros, a acostumar com minha própria maneira, fase de ver quanto vale uma conta de luz, de telefone, de parar de usar roupas largas. Fase do primeiro emprego e primeiras humilhações. Fase de primeiro namorado, de achar que tudo era lindo, que casaríamos e seriamos felizes, fase de esperar ligações que não vinham, fase de dizer que nunca mais esperaria. Acho que essa fase num é fase, é inerente ao meu ser. Então, retiro-a das fases. Fase de me apaixonar loucamente. Fase fazer o que nunca se quis fazer. Essa é minha fase, tento entender o porquê da obrigação de eu estar aqui, gastar dinheiro e tempo com algo que eu num quero, num vejo a hora de partir pra fase do: Viver-apenas-com-o-meu-dinheiro!. Ainda fico pensando se realmente existirá essa fase, nossa, num é pessimismo, mas meu Senhor! Cansei, tenho que ser independente, mas tenho que prestar contas dessa libertação, me parece que sempre quando eu me resolvo sozinha, as coisas não saem certo, sabe quando você fica com aquela impressão de quase, se num fosse por aquele pontozinho estaria tudo certo. Aliás, por falar em fases mal-fadadas, tenho vivido na fase de fazer tudo duas vezes, e num é por burrice é por falta de informação, tudo que eu resolvo fazer num sai num dia, sai no outro. Já até criei certo conformismo inconformado. “Enviados de Murphy”, como diriam meus amigos. Mas ultimamente tenho tido uma fase boa, a fase do vou-fingir-que-nem-vi. Como tenho vivido nessa fase, sei que num está do meu jeito, mas de certa forma esqueço, faço um faz-de-conta, daí num fico mal, é como se num fosse comigo, e vivo feliz nessa fase, tendo dentro dessa fase o puta-que-o-pariu, mas seria mais um puta-que-o-pariuzinho. Uma fase relax. Mas insistem em me mostrar que por fora está uma bosta. Na verdade eu queria uma fase de tocar o foda-se, se eu tivesse dinheiro mesmo, o que poderia ter guardado se num fossem os sapatos e roupas adquiridos, poderia hoje falar Adiós muchachos!Iria embora do país, tirando minha mãe, que num anda muita lá com minha cara por esses dias (anos??) eu iria. Primeiro teria que deixar a fase de certinha, pra poder perder a covardia que eu tenho. Mas me acostumo tanto com as mudanças, que eu acho que num sofreria tanto assim. Tenho pensado muito nisso. Se eu fosse, num sentiria saudades, pelo menos não desse passado recente, já me desfiz sem querer dos meus amigos, estão longe e a internet tenta, mas num consegue aproximar. Meu amor se transformou numa saudade, ora gostosa, ora ruim. Aqui estou, morando numa metrópole, com tanta coisa pra fazer, sem muita coisa que eu queira fazer, nem quero ler um livro, nem quero sair, num quero dormir, quero passar o dia, sabe, passar o dia, sossegadamente....mas parece que num posso nem fazer isso, o mundo gira tão rápido que me obriga a girar junto com ele, sou impelida a fazer , a correr, num posso ficar parada, num posso ter um fim de semana medíocre. Acontece que eu comecei a achar a mediocridade fascinante, é tão bom não fazer nada, é tão bom morgar o dia inteiro....ai meus dias de num fazer nada...ai ai. Eta fase boa!
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